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Alta de casos de hanseníase coloca Ribeirão Preto em 1o no ranking estadual

Publicada em 14/01/22 às 07:43h - 85 visualizações

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No ano de 2020, além de Ribeirão Preto, as cidades paulistas com maior número de casos novos de hanseníase foram a capital com 98 casos novos, Sorocaba com 95 e Fernandópolis com 38, segundo dados da Divisão Técnica de Vigilância Epidemiológica da Hanseníase da Secretaria Estadual de Saúde. Em 2021, foram 85 casos novos na capital, 23 em Fernandópolis e apenas 14 em Sorocaba. Outro dado que acende um alerta é o número de municípios paulistas sem diagnóstico da doença no ano de 2021: 423 cidades fecharam o ano sem qualquer caso novo de hanseníase e seis são vizinhas a Ribeirão Preto (Cássia dos Coqueiros, Guariba, Guatapará, Pradópolis, Santa Cruz da Esperança e Santo Antônio da Alegria).

Queda de diagnósticos na pandemia

A queda abrupta de casos nas últimas duas décadas decorre do anúncio da OMS, no início dos anos 2000, para que os países alcançassem a eliminação da hanseníase como problema de saúde pública. Em artigo, de fevereiro/2018, intitulado “Are leprosy case numbers reliable?”, na revista The Lancet Infectious Disease, Salgado e hansenologistas ligados à SBH já denunciavam que os números da OMS não refletem a realidade e são resultado de um apagamento da doença, com perigosa suspensão da vigilância em todo o mundo, e que a realidade se mostra bastante diferente.

Exemplo disso está na rotina do dermatologista e hansenologista Fred Bernardes Filho, em Ribeirão Preto. Quase diariamente ele diagnostica, pelo menos, um novo caso de hanseníase de pacientes da cidade e região. Não é raro o paciente que agenda consulta por qualquer outro problema apresentar sinais evidentes da hanseníase não percebidos nas inúmeras visitas a serviços de saúde. Nos plantões, pacientes chegam com diagnósticos de trombose, diabetes, artrite, artrose e até enfarto, mas têm hanseníase. Também não são raros os casos de pacientes com dores fortes e generalizadas em decorrência do agravamento da doença há anos instalada. Nos depoimentos que o médico compila no consultório, há vários relatos desesperados de pedidos de socorro.

A hanseníase pode se manifestar com poucos sintomas ou casos assintomáticos, mas também tem as formas em que a doença está estampada em sinais evidentes pelo corpo. As formas dimorfa ou virchowiana muitas vezes são confundidas como alergia, acne tardia etc.

Neste cenário, o presidente da SBH denuncia que 4 milhões de pessoas aguardam diagnóstico da hanseníase no mundo. O Brasil tem ainda que vencer a problemática do diagnóstico de casos com poucos sintomas ou assintomáticos, a falta de estrutura e capacitação dos profissionais de saúde para identificar, classificar e definir aqueles que precisam de tratamento precoce, como abordar os comunicantes de pacientes de hanseníase, como solucionar os casos de pacientes que precisam de tratamento estendido ou outras drogas disponíveis, porém não reconhecidas pela OMS para uso em hanseníase, dentre outros desafios.

Família

Há poucos dias, Fred Bernardes Filho diagnosticou uma criança de 7 anos com hanseníase. A menina tem convênio médico e já passou por várias consultas e serviços de saúde sem ser diagnosticada. Desde os 4 anos, sente dormência e formigamento nos pés. Anteriormente, o médico diagnosticou o bisavô com hanseníase em um serviço de emergência e diagnosticou também seus três filhos – um deles é a avó da criança que, pelo histórico familiar, suspeitou da doença na neta e procurou o mesmo médico. Ela é também um exemplo do preconceito – perdeu o emprego quando o patrão soube do diagnóstico, mas em tratamento regular o paciente não transmite a doença. “Vai explicar isso ao patrão”, diz a avó.

O bisavô da menina chegou no serviço de emergência de um hospital em Ribeirão Preto com pré-diagnóstico de trombose, mas tinha hanseníase.



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